João Pedro Almeida https://blog.joaoalmeidaphotography.com Fotografia de Viagem e Documental Wed, 25 Dec 2019 16:22:28 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.3.2 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/wp-content/uploads/2017/09/cropped-cqFwjhSl_400x400-32x32.jpg João Pedro Almeida https://blog.joaoalmeidaphotography.com 32 32 Um flashback… https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/um-flashback/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/um-flashback/#respond Wed, 25 Dec 2019 16:22:24 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=6331

Um flashback a regressar à primeira ida para fotografar as festas de solstício de Inverno em Trás-Os-Montes.

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Hoje estou a preparar-me para um “ritual” que agora já estou muito habituado: apressar o almoço de Natal, arrumar as coisas e fazer as malas, começar a longa viagem que me leva ao canto nordeste de Portugal, onde as tradiçoes do Solstício de Inverno ainda estão bem vivas.

Enquanto arrumo as minhas coisas, a minha mente volta às manhãs de nevoeiro em Grijó de Parada, na primeira vez que tentei capturá-lo, com várias figuras vermelhas, encapuzadas e misteriosas saltando da névoa; apenas para deixar cair as máscaras artesanais quando há vinho e comida na mesa!

Neste exacto momento o meu companheiro de viagem João Maia já está a caminho, enquanto eu ainda tenho uma hora uma hora de avanço e uso-a para escrever este texto, e nos próximos dias estaremos de volta a estas e outras celebrações de inverno no nosso “pequeno grande Norte” …

FUJIFILM X-T2 (20.5mm, f/3.6, 1/1400 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/3.6, 1/250 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/4.5, 1/2700 sec, ISO400)
FUJIFILM X-T2 (18.8mm, f/3.6, 1/1000 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (39mm, f/3.6, 1/170 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/3.6, 1/340 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/4, 1/300 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (18.8mm, f/4, 1/8000 sec, ISO400)
FUJIFILM X-T2 (25.4mm, f/4.5, 1/30 sec, ISO800)
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/2.2, 1/60 sec, ISO1000)

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Ísland https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/islandia/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/islandia/#respond Sun, 22 Sep 2019 22:58:56 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=6308

Revisitando as coisas realmente memoráveis sobre a Islândia, pelo menos aquelas estão bem vivas na minha cabeça.

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Em vésperas de regressar à Íslandia (ou Ísland em islandês) senti a necessidade de voltar a ela, às minhas fotos antigas de lá e às muitas mais imagens que tinha na mente, e o que da ilha ressoa tanto minha cabeça.

Muito da Islândia tem a ver com paisagens de tirar o fôlego, de belos pôr do sol que incendeiam o céu, toda a variedade de quedas de água com que se depara ao conduzir a Estrada 1, os glaciares épicos que lentamente libertam diamantes de gelo para mar. Tudo isso é verdade, deslumbrante e bonito, e faz alguém querer conduzir a dita Estrada 1 repetidas vezes, mas no final não foi o que criou um ponto fraco em meu coração. São aquelas cenas bonitas que se pode ver da janela enquanto se bebe uma chávena de café, onde se pode ver um fiorde ou uma queda de água que nem tem nome nome a partir da sala; e é sobre as pequenas coisas, pequenas como nos detalhes peculiares que se encontram repetidamente, e a ilha é tão cheia deles, mas também pequenas como na escala que faz as pareçam minúsculas e esparsamente espalhadas.

SONY DSC-RX100 (30.81mm, f/4.5, 1/500 sec, ISO125)
Austfirðir, Austurland
NIKON D800 (50mm, f/1.8, 1/5000 sec, ISO100)
Austfirðir, Austurland
NIKON D800 (35mm, f/5, 1/1000 sec, ISO800)
Austfirðir, Austurland
NIKON D800 (70mm, f/5, 1/1600 sec, ISO400)
Austurland
NIKON D800 (78mm, f/5, 1/5000 sec, ISO200)
Snæfellsnes, Vesturland
SONY DSC-RX100 (12.62mm, f/2.8, 1/2000 sec, ISO125)
Vestfirðir
NIKON D300S (200mm, f/11, 1/2000 sec, ISO200)
Austfirðir, Austurland
NIKON D800 (16mm, f/9, 1/800 sec, ISO200)
Vestfirðir
SONY DSC-RX100 (27.22mm, f/4.5, 1/800 sec, ISO125)
Vestfirðir
SONY DSC-RX100 (10.4mm, f/2.8, 1/320 sec, ISO125)
Vesturland
NIKON D800 (35mm, f/5, 1/800 sec, ISO800)
Austfirðir, Austurland
NIKON D800 (19mm, f/4, 1/500 sec, ISO200)
Vesturland
SONY DSC-RX100 (37.1mm, f/4.9, 1/400 sec, ISO125)
Austfirðir, Austurland
NIKON D800 (170mm, f/6.3, 1/800 sec, ISO320)
Vestfirðir
NIKON D800 (50mm, f/5, 1/100 sec, ISO100)
Austfirðir, Austurland

Ísland is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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A ilha do leve-leve https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/ilha-leve-leve/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/ilha-leve-leve/#respond Sun, 15 Sep 2019 23:43:05 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=6271

São Tomé é uma pequena ilha sobre o equador, largada ao largo de África, com um sentimento descontraído onde as coisas têm o seu ritmo chamado leve-leve.

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São Tomé é uma pequena ilha luxuriante, caída sobre o equador, ao largo da costa atlântica da África, e que de certa maneira ali ficou meio esquecida. Juntamente com a ainda menor ilha do Príncipe forma o segundo menor país da África, um que muitos nem sabem que existe. É uma ilha do “Jurassic Park”, uma montanha verde que se ergue do oceano, com uma floresta tropical muito densa e espessa cobrindo a maior parte de seus metros quadrados, indo até em cima das ondas que enrolam nas pequenas praias de areia branca.

Foi parte dessa floresta tropical que, num dado momento sua história, foi desmatada para dar lugar a plantações intensivas de cacau e café, as chamadas roças, e milhares de pessoas foram retiradas do continente para trabalhar nelas, de modo alimentar a sua crescente produção. No seu auge, dezenas dessas roças estavam em operação, algumas até com pequenas ferrovias conectando-as, mas eventualmente quase todas acabaram por entrar em desuso. Hoje em dia, algumas estão totalmente abandonadas e tomadas pela natureza, a maioria é apenas habitada, quase todas estão em decadência, e dessas muitas estão bem além da possível recuperação.

Hoje a vida é simples e frugal, e acontece principalmente ao longo da costa, estendendo-se desde a capital até a última pequena vila de pescadores antes que a estrada termine. Acontece devagar, sem horas marcadas, levando as coisas à medida que acontecem e sem se preocupar muito. Esse sentimento descontraído é exatamente o leve-leve.

A longa avenida à beira-mar que percorre toda a cidade de São Tomé, com vistas encantadoras no final do dia para a Baía de Ana Chaves.
Fins de semana, principalmente aos domingos, são os dias de praia em todo o lado. E nesses dias a pequena praia no forte de São Sebastião fica bastante concorrida, quase como se a toda pequena cidade fosse lá parar.
Rapaz avançado pelas ondas com sua pequena canoa na junto à foz do rio Malanza, no sul da ilha
Barcos de pesca numa praia junto da cidade de São Tomé, após regressarem do mar.
Pescadores que vendem o peixe recém-pescado ainda nos barcos na praia.
No final da tarde, depois que os barcos de pesca regressarem do mar e todo o peixe vendido, os alguidares são lavados nas ondas.
Crianças a voltar da escola, quando são apanhadas por uma chuvada tropical.
Mãe e sua filha curiosa em Santa Catarina, a última das vilas de pescadores na costa norte antes de a estrada acabar.
Não é a multidão que se espera ver num campo de futebol, mesmo numa grande plantação como Roça Agostinho Neto.
Enquanto os homens vão para os campos, frequentemente bem no interior da selva, ou para o mar, e as crianças vão para a escola, as mulheres ficam perto das casas e da roça, ocupadas com as tarefas diárias.
Rapazes a divertir-se numa canoa ainda inacabada.
A brincar nas ruas da Roça Monte Café, provavelmente atentas ao que as outras meninas do grupos estavam a fazer.
Frequentemente, os edifícios maiores ou mais sumptuosos de uma roça são os que mais sofrem com a deterioração, as casas dos trabalhadores foram as primeiras a serem ocupadas, pois estavam, ou ainda estão, trancadas longe de pouca conservação que poderia ter.
Mesmo os edifícios aparentemente abandonados e abandonados acabam por ser ocupados e transformados em casas, pelo menos enquanto isso seja possível. Aqui, uma jovem volta da escola, evitando a água que invadiu o piso térreo do antigo hospital da Roça Água-Izé.
Isto poderia ter sido um consultório ou uma enfermaria há muitas décadas, agora é uma cozinha numa das casas dentro do antigo prédio do hospital em Roça Água-Izé.
À conversa enquanto se espera o almoço ser preparado na Roça Ribeira Peixe.
As televisões públicas são frequentes em São Tomé, mais frequentemente em áreas rurais, mas mesmo em lugares como aqui, nos arredores da capital. E durante a hora dos desenhos animados, pode ficar bastante lotado.
Calmamente comendo jaca na Baía de Ana Chaves, na cidade de São Tomé.

Pode ver esta série na minha galeria, juntamente com as restantes fotos de São Tomé.

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Um fogo não dura dias, mas sim anos… https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/um-fogo-nao-dura-dias-mas-sim-anos/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/um-fogo-nao-dura-dias-mas-sim-anos/#respond Thu, 25 Jul 2019 00:30:39 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=6226

Um fogo não termina assim que os bombeiros guardam as mangueiras nos camiões e vão embora, mas continua a arder por meses e anos...

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Um fogo não termina assim que os bombeiros guardam as mangueiras nos camiões e vão embora, depois de todo o fumo ir embora com o vento e cheiro a queimado finalmente desaparecer. Continua a arder durante meses, e mesmo anos, com as árvores negras carbonizadas que continuam a manter-se de pé, à espera que finalmente as cortem ou finalmente caiam por si, tornando a paisagem ainda mais despida, e com ela os Invernos mais frios e os Verões mais tórridos.

Estas fotos foram feitas no Verão passado e são uma pequena continuação de um projecto onde fui atrás da lenta descida ao negrume de Inverno na região da Beira Beira, logo após os enormes incêndios de 2017 e quando todos os olhos se virarem para outro lado, revisitando alguns dos lugares que tinha visitado inicialmente. O que será que irei encontrar este ano?

FUJIFILM X-T2 (55mm, f/4, 1/750 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/4, 1/220 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/5.6, 1/26 sec, ISO250)
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/3.2, 1/26 sec, ISO800)










FUJIFILM X-T2 (55mm, f/7.1, 1/80 sec, ISO640)
FUJIFILM X-T2 (55mm, f/7.1, 1/80 sec, ISO800)
FUJIFILM X-T2 (55mm, f/4, 1/80 sec, ISO320)
FUJIFILM X-T2 (55mm, f/4, 1/80 sec, ISO1000)










FUJIFILM X-T2 (27.7mm, f/3.2, 1/140 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (48.4mm, f/4, 1/140 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (24.3mm, f/3.6, 1/140 sec, ISO200)
FUJIFILM X-T2 (34.3mm, f/3.6, 1/52 sec, ISO250)

Um fogo não dura dias, mas sim anos… is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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O médico que cura https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/o-medico-que-cura/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/o-medico-que-cura/#comments Sun, 14 Jul 2019 15:40:16 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=6187

Em Lisboa há um médico para o qual se podem enviar orações a pedir a cura dos males.

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No centro de Lisboa, mesmo em frente a um edifício onde durante séculos se tem estudado medicina, há uma estátua de um homem.Esse homem é Sousa Martins, um aclamado médico e professor que viveu em Lisboa no século 19, e que ficou também conhecido pelo seu trabalho junto dos mais pobres da cidade. Terá sido este último atributo que a origem de um culto que se mantém até hoje. Há várias décadas que pessoas se dirigem à sua estátua, deixando flores e acendendo velas, pedindo a cura às suas doenças, e mais tarde, quando as preces são atendidas, mostrando a gratidão ao médico que cura deixando pequenos memoriais que se acumulam na base da estátua.

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O lugar das máscaras de amieiro https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/o-lugar-das-mascaras-de-amieiro/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/o-lugar-das-mascaras-de-amieiro/#respond Thu, 30 May 2019 23:58:53 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=6166

A aldeia de Beira Alta com o Entrudo feito de máscaras de amieiro.

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A maioria das tradições de máscaras em Portugal acontece no noroeste do país, onde a distância da costa e das principais cidades, juntamente com as montanhas que estão pelo meio meio, permitiu que essas tradições pagãs sobrevivessem. Lazarim é uma daquelas aldeias com tradições pré-cristãs: um Carnaval que se esconde atrás de máscaras de madeira de amieiro. Apesar de não ser o lugar mais distante dos grandes centros, o facto de estar em um fundo de um vale em plena Serra de Montemuro faz com que seja mais isolado do que aparentemente é.

É esse isolamento, junto com a resiliência daqueles que lá vivem, que mantêm a tradição viva. O que inicialmente era um ritual pagão de fertilidade, e altamente subversivo devido às máscaras e ao anonimato, sobreviveu a um rigoroso regime fascista com fortes valores católicos. É um traço comum de todas as tradições de máscara se seguir nos últimos anos: a igreja e o padre local nunca gostaram muito disso. Em Lazarim, durante os anos da ditadura, as festividades geralmente acabavam na esquadra, e depois no tribunal, onde toda a aldeia aparecia em peso para o julgamento..

Hoje em dia a “guarda” não vão mais atrás do povo de Lazarim, e pequenas multidões aparecem no fim de semana do Carnaval, especialmente na Terça-Feira Gorda, para participar nos festejos. As coisas evoluíram. As máscaras de amieiro ainda são construídas segundo os motivos tradicionais, mas outras mais modernas apareceram (embora as classicás máscaras do diabo ainda sejam as mais marcantes), e foi criada uma competição onde todos os artesãos quere obter o troféu da melhor máscara do ano.

FUJIFILM X-T10 (18mm, f/2, 1/3500 sec, ISO200)
As montanhas ao redor de Lazarim e a estrada sinuosa que leva até ela no fundo do vale.
FUJIFILM X-T10 (85mm, f/0, 1/900 sec, ISO200)
Algumas das casas de Lazarim, com algumas já a cair.
FUJIFILM X-T10 (18mm, f/2, 1/100 sec, ISO800)
Ferramentas e lascas de madeira de trabalho em curso numa máscara.
FUJIFILM X-E2 (35mm, f/2, 1/100 sec, ISO200)
Esculpindo um bloco de amieiro até à máscara.
FUJIFILM X-T10 (18mm, f/2, 1/100 sec, ISO400)
Um canto de uma oficina de máscara, com máscaras acabadas e troféus de anos anteriores.
FUJIFILM X-E2 (35mm, f/2, 1/100 sec, ISO1000)
Escola primária com a data do último dia de aula antes do Carnaval.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/2, 1/170 sec, ISO200)
Acendendo o fogo, para cozinhar o feijão e a carne dentro das panelas que serão servidas a todos.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/4, 1/600 sec, ISO200)
No início da tarde, os primeiros mascarados começam a aparecer nas ruas, a caminho da praça.
FUJIFILM X-T10 (18mm, f/2.2, 1/450 sec, ISO200)
Máscara e traje, prontos para o Carnaval.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/2, 1/640 sec, ISO200)
À procura dos melhores lugares.
FUJIFILM X-E2 (35mm, f/2, 1/500 sec, ISO200)
Um por um os “caretos”, os mascarados, vão chegando à praça principal, ao mesmo tempo em que o público vai-se juntando.
FUJIFILM X-T2 (50.5mm, f/4, 1/640 sec, ISO400)
A praça é o local de encontro, e logo fica lotada de participantes para descobrir qual é a melhor máscara.
FUJIFILM X-T2 (55mm, f/4.5, 1/340 sec, ISO400)
Os mascarados alinham-se lado a lado, bem em frente ao pequeno palco.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/3.2, 1/420 sec, ISO400)
Um rapaz e uma rapariga (compadre e comadre) irão subir ao palco e ler os “testamentos”, uma longa lista de “factos” não lisonjeiros relacionados com os outros aldeões.
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/8, 1/200 sec, ISO400)
Multidão a ouvir a leitura dos “Testamentos” na praça principal.
FUJIFILM X-T2 (55mm, f/4, 1/750 sec, ISO400)
Sendo uma festa de inverno no norte de Portugal, a chuva é uma constante.
FUJIFILM X-T2 (25.4mm, f/4, 1/3800 sec, ISO400)
A última atividade do dia: a queima do “compadre” e “comadre”, com todos (incluindo os mascarado) observando de longe.
FUJIFILM X-T2 (37.4mm, f/3.6, 1/80 sec, ISO3200)
A Terça-Feira Gorda termina com todos a feijoada que estava cozinhar durante a tarde inteira.

Pode encontrar estas fotos na minha galeria, juntamente com outras fotos do Entrudo de Lazarim, bem como outras fotos da Beira Alta.

O lugar das máscaras de amieiro is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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Repetir um Carnaval, mas mais devagar https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/repetir-um-carnaval-mas-mais-devagar/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/repetir-um-carnaval-mas-mais-devagar/#respond Sat, 18 May 2019 12:57:27 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=6113

Repetindo o programa de Carnaval do ano anterior, mas desta vez num ritmo mais lento.

Repetir um Carnaval, mas mais devagar is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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Pode parecer estranho partilhar uma viagem de Carnaval quando já passaram algumas semanas da Pascoa (mais sobre esse para breve), mas tinha a necessidade de o partilhar, também por causa das fotos mas também porque foi um ano onde se repetiu o programa do ano anterior.

FUJIFILM X-E3 (34.3mm, f/4, 1/52 sec, ISO3200)
Chegar cedo e aproveitar o fim de dia na Serra da Lousã.

Tal como no ano passado, eu, o João e a Nicole tínhamos um plano simples para o fim-de-semana de Carnaval: primeiro as máscaras de cortiça nas aldeias de Góis, mesmo no centro de Portugal, e depois seguir para Norte ate Vila Boa, onde acontece um dos melhores Carnavais de Trás-Os-Montes. A primeira grande mudança deste anos foi que tivemos a companhia do Pedro Vilela e da sua malta (isto é, a sua família muito fixe), mais gente atraída pelas tradições de máscaras, mas também para vir juntamento connosco enquanto regressávamos aos nossos sítios, comíamos os nosso pratos preferidos e visitávamos velhos amigos. A segunda mudança foi abrandar da correria do ano anterior, Onde saímos à pressa de ambos os Carnavais de Góis e Vila Boa. Este ano chegamos mais cedo, saímos mais tarde e ao longo dos dias fomos fazendo as coisas com calma. E para alguém como eu, que cada vez viajo mais vontade tenho de viajar devagar, isto faz perfeito sentido!

Entrudo de GoísFUJIFILM X-E3 (35mm, f/3.6, 1/320 sec, ISO200)
As máscaras de cortiça são o pormenor mais distintivo do Entrudo de Góis.
Entrudo de GoísFUJIFILM X-T2 (23mm, f/2, 1/30 sec, ISO200)
A pregar partidas e entrar em todo o lado ao longo do caminho.
Entrudo de GoísFUJIFILM X-E3 (35mm, f/3.6, 1/320 sec, ISO200)
Todos os anos há uma “foto de família” debaixo deste velho carvalho
Entrudo de GoísFUJIFILM X-T2 (23mm, f/3.6, 1/1000 sec, ISO200)
Em Góis os gaiteiros também andam mascarados.
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/4, 1/1600 sec, ISO200)
Em Montesinho: um grande rebanho de ovelhas guardado por vários Cães de Gado Trasmontanos. Trás-Os-Montes numa foto.
FUJIFILM X-E3 (124.3mm, f/5.6, 1/450 sec, ISO200)
As cores de Inverno num bosque na zona de Vinhais.
FUJIFILM X-E3 (35mm, f/2, 1/42 sec, ISO800)
Chegar cedo significa chegar antes das coisas acontecerem. Aqui o To Zé ainda estava na oficina antes de vestir o fato e a máscara.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/2.8, 1/450 sec, ISO200)
São sempre precisos músicos em Trás-OsMontes, em especial tambores e gaitas de foles.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/5, 1/500 sec, ISO500)
A pregar partidas ao longo do caminho.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/2.8, 1/300 sec, ISO200)
Juntar a lenha e acender a fogueira.
FUJIFILM X-E3 (35mm, f/2.8, 1/1700 sec, ISO400)
Saltar por cima das fogueiras, até que não haja mais lenha para arder, normalmente é assim que termina!.

Repetir um Carnaval, mas mais devagar is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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Solstício de Inverno em Trás-Os-Montes https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/solsticio-de-inverno-em-tras-os-montes/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/solsticio-de-inverno-em-tras-os-montes/#respond Sun, 06 Jan 2019 14:08:18 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=5589

Os últimos dias do ano passados em Trás-Os-Montes atrás das festas de inverno.

Solstício de Inverno em Trás-Os-Montes is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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Todas as vezes que regresso de Trás-Os-Montes regresso de coração cheio, com toda o calor e a generosidade que recebo neste canto frio e esquecido do país. Às vezes acho que as minhas raízes também podiam estar aqui, juntamente com as minhas costelas beirãs. Esse é uma das razões porque regresso tantas vezes: é uma região dura de gente calorosa e tradições fortes. O Inverno é uma altura importante naquelas bandas, com várias festividades a acontecer por altura do Solstício de Inverno, festividades que muitas vezes têm nomes religiosos, como Festas de Santo Estevão, mas que era eram olhadas de lado pelo clero por causa das suas origens pagãs, que datam das antigas celebrações do Solstício de Inverno.

Este ano foi a segunda vez que apressei o almoço de Natal para arrumar as minhas coisas e rumar a norte (a primeira foi há dois anos), desta vez o parceiro foi o João, presença habitual nestas idas a Trás-Os-Montes mas na primeira vez que ia nesta altura do ano. À chegada a trupe cresceu com o Hugo; a Cláudia, a talentosa fotógrafa que conhece a área como a palma da mão; e a Yoko, a japonesa mais popular de Trás-Os-Montes, uma vedeta em cada uma destas festas de Inverno. Durante uma semana andámos s a deambular o Nordeste Transmontano.

Há dois anos o foco foi apenas num dos lugares: a festa dos rapazes de Grijó de Parada, onde eu e o Emanuele estivemos nos dois dias que dura. Desta vez o plano era ir um pouco mais longe, mas o problema é que estas festividades acontecem todas nos mesmos dias, o que implica que o calendário tem de ser planeado com cuidado. A ideia era regressar a Grijó, mas também poder ir a Ousilhão (outra aldeia com tradições de máscaras muito fortes), ambas de certa maneira são semelhantes: um grupo de mascarados percorre a aldeia a recolher ofertas, comer e beber, e fazer partidas pelo caminho.

Depois uma pequena pausa das máscaras, para uma festa de inverno diferente noutra região de Trás-Os-Montes: a festa dos moços, na zona do Planalto Mirandês, onde em vez de máscaras são pauliteiros que vão de porta em porta. O plano foi também ficar mais alguns dias, até ao Ano Novo, para conhecer as festas que acontecem no primeiro dia do ano na Mogadouro, outro dia onde acontece tudo ao mesmo tempo. E como no meio disto havia tempo livre ainda havia espaço para explorar ainda mais a região, em especial o lado ocidental do parque de Montesinho, ou voltar às arribas do rio Douro.

Foram uns dias bem preenchidos, e agora é altura de regressar a casa e por mãos à obra. Assim que regresse do meu refúgio na Beira Baixa, onde estou a recuperar não só destes últimos dias, mas também das semanas agitadas desde que embarquei para Hong Kong em Novembro.

Campos da bola insólitos nunca andam muito longe de mim, e em Trás-Os-Montes é quase o paraíso deles. Ousilhão, Vinhais.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/2.2, 1/200 sec, ISO400)
Máscaro com máscara de lobo antes do cortejo até ao largo da igreja. Ousilhão, Vinhais.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/2.2, 1/450 sec, ISO200)
Em todas as fontes a água é espalhada. Ousilhão, Vinhais.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/2.2, 1/5800 sec, ISO200)

Beber um gole de vinho no largo da igreja da aldeia, onde terminam as celebrações. Ousilhão, Vinhais.
FUJIFILM X-T2 (0mm, f/4, 1/200 sec, ISO400)
Careto com a maçã onde são guardadas as moedas que são oferecidas. Grijó de Parada, Bragança.
FUJIFILM X-T2 (0mm, f/2.5, 1/420 sec, ISO200)
Carro de bois puxado por toda a aldeia. Grijó de Parada, Bragança.
FUJIFILM X-T2 (0mm, f/3.6, 1/480 sec, ISO200)
Comida e bebida em cada casa. Grijó de Parada, Bragança.
Pauliteiros. Constantim, Miranda do Douro.
FUJIFILM X-T2 (34.3mm, f/3.6, 1/680 sec, ISO200)
Pauliteiros a começar a dança escolhida pelo dono da casa. Constantim, Miranda do Douro.
FUJIFILM X-T2 (37.4mm, f/3.6, 1/38 sec, ISO6400)
Galhofa, uma forma de luta corpo a corpo tradicional de Trás-Os-Montes. Parada, Bragrança.
Os lameiros típicos do Planalto Mirandês. Miranda do Douro.
FUJIFILM X-T2 (31.5mm, f/5.6, 1/240 sec, ISO200)
Rio Rabaçal, na parte ocidental do Parque Natural de Montesinho, Vinhais
FUJIFILM X-T2 (42.5mm, f/4.5, 1/1000 sec, ISO200)
Grifo a voar pelo meio das arribas do Douro Internacional. Miranda do Douro.
FUJIFILM X-T2 (23mm, f/2.8, 1/250 sec, ISO200)
Chocalheiro de Bemposta a respirar um pouco de ar fresco depois de correr as ruas da aldeia. Bemposta, Mogadouro
FUJIFILM X-T2 (0mm, f/2.8, 1/6400 sec, ISO200)
O Farandulo, a representação do Mal que sai à rua no dia de Ano Novo. Tó, Mogadouro.

Solstício de Inverno em Trás-Os-Montes is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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O meu Extremo Oriente cinemático https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/o-meu-extremo-oriente-cinematico/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/o-meu-extremo-oriente-cinematico/#respond Sun, 16 Dec 2018 00:48:54 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=5542

Ao aterrar em Hong Kong as minhas referências visuais tinham a ver com filme, como seria de esperar as primeiras fotos que escolho levam a um lado cinemático.

O meu Extremo Oriente cinemático is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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Ao voar para Hong Kong tinha já algumas imagens na minha cabeça: um Anime futurista ou um daqueles série B de Hong Kong, apesar de não ser fã empedernido de nenhum desses géneros de filmes. Ia à espera de um enorme cenário de cinema: neóns vintage a piscar, posters a ocuparem prédios inteiros, enormes ecrãs ou pequenos anúncios LED a iluminar as ruas. Obviamente houve muito mais na viagem que isso, mais que “essa” Hong Kong, mais que ruas e cidades, mas a referência visual mais presente na minha cabeça era um universo caótico de luz e cor que parecia saído de um filme. E acabei por transportar esse mundo cinemático também para Macau e Taiwan

Apesar de espampanantes , não foram os casinos que me cativaram em Macau, talvez por serem demasiado artificiais, cheios de ar e sem alma. E nas ruas estreitas em volta das Ruínas de São Paulo, apesar de encantadoras e cheias de personalidade, rapidamente se esbarra num grupo de turistas com as suas caixas de pasteis de nata. Fui encontrar o meu cenário de filme mais a Norte, até já não poder as luzes dos casinos a piscar por entre os betão negro dos edifícios na cidade, nos bairros mais junto ao Mercado Vermelho e às Portas do Cerco.

Em Taiwan fui encontrar uma China diferente, uma mais arrumada e organizada. E em especial em Taipé, uma cidade vibrante com cruzamentos cercados de luz e cor e, por breves momentos, todo o trânsito para e as pessoas caminham em todas as direções. Bairros animados cheios de lojas da moda, mercados nocturnos onde se faz fila para obter aos melhores snacks de meia-noite, e junto há salas a debitar luz e música alta para atrair as pessoas para as máquinas de jogos de garra cheias de brinquedos inúteis que estão lá dentro. É uma China diferente, onde se sente a distância do continente e a proximidade do Japão.

Finalmente Hong Kong, a última paragem antes de voar para casa, e a personagem principal do universo cinemático na minha cabeça. A metrópole caótica onde o novo e o velho partilham o mesmo espaço limitado: os arranha-céus reluzentes que são construídos a cada ano vão partilhar o espaço com eléctricos que fazem uma rota que é feita há mais de 100 anos, tal como os ferries que cruzam Victoria Harbour. Na margem oposta as coisas tornam-se ainda mais estimulantes, com os bairros agitados e caóticos de Kowloon: ruas cheias com mercados a vender todo o tipo de coisas inúteis, lotados com pessoas a tentar passar o pouco espaço disponível e, mesmo por cima, enormes luzes de neón a lutar pela atenção de quem passa em baixo. E essas não me desiludiram de todo!

FUJIFILM X-T2 (18mm, f/6.4, 1/640 sec, ISO400)
As torres de ficção científica de Central. Hong Kong
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/5.6, 1/640 sec, ISO200)
Ximending, o mais agitado e, provavelmente, o mais colorido cruzamento de Taipé. Taiwan
FUJIFILM X-E3 (23mm, f/4, 1/1700 sec, ISO200)
Os posters coloridos, os letreiros coloridos contra o cinzento austero das torres em volta. Macau
FUJIFILM X-T2 (27.7mm, f/3.2, 1/200 sec, ISO200)
As filas de almoço em Lan Kwai Fong, Hong Kong
FUJIFILM X-E3 (23mm, f/4, 1/50 sec, ISO3200)
As luzes do avassalador, e não necessariamente de de uma boa forma, edifício Grand Lisboa. Macau
FUJIFILM X-T2 (55mm, f/5.6, 1/125 sec, ISO1250)
Táxi em Mong Kok. Hong Kong
FUJIFILM X-E3 (23mm, f/2, 1/180 sec, ISO2000)
Semáforos a fechar num cruzamento do bairro de Datong em Taipé. Taiwan
FUJIFILM X-T2 (20.5mm, f/4, 1/320 sec, ISO1000)
Passagem aérea em Mong Kok, olhando de cima a rua abaixo. Hong Kong
FUJIFILM X-T2 (0mm, f/3.6, 1/750 sec, ISO4000)
Banca de chá num mercado nocturno de Taipé. Taiwan
FUJIFILM X-T2 (0mm, f/3.6, 1/1000 sec, ISO4000)
Escolher entre as várias opções de carne no espeto num mercado nocturno de Taipé. Taiwan
FUJIFILM X-T2 (0mm, f/7.1, 1/250 sec, ISO6400)
Muita concentração num jogo de xadrez chinês. Hong Kong
FUJIFILM X-T2 (18mm, f/4.5, 1/80 sec, ISO400)
The shiny and very loud claw machine joints. Taiwan
FUJIFILM X-T2 (32.9mm, f/7.1, 1/20 sec, ISO6400)
O icónico, e velho, Star Ferry a sair de Kowloon. Hong Kong
FUJIFILM X-E3 (71.5mm, f/3.6, 1/58 sec, ISO6400)
Kownloon visto de Victoria Peak. Hong Kong
FUJIFILM X-E3 (35mm, f/3.6, 1/60 sec, ISO3200)
As bonitas lanternas a iluminar os becos de Jiufen, alegadamente uma das inspirações para o filme A Viagem de Chihiro. Taiwan

O meu Extremo Oriente cinemático is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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De volta do Camiño https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/de-volta-do-camino/ https://blog.joaoalmeidaphotography.com/pt/de-volta-do-camino/#respond Sat, 20 Oct 2018 19:55:39 +0000 https://blog.joaoalmeidaphotography.com/?p=5414

Se deu uma olhada rápida nas fotos deste post e nenhuma delas tem nada a ver com o Caminho de Santiago: nenhum peregrino a caminhar com uma concha de vieira na mochila ou setas amarelas pintadas em casas a cair e árvores velhas, está certo!

De volta do Camiño is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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Se deu uma olhada rápida nas fotos deste post e nenhuma delas tem nada a ver com o Caminho de Santiago: nenhum peregrino a caminhar com uma concha de vieira na mochila ou setas amarelas pintadas em casas a cair e árvores velhas, está certo! Mas não há que ter medo, há uma boa razão para isso.

Durante a semana passada no Caminho Português até Compostela o meu camiño começava antes do nascer do sol, no momento em que saltava do meu beliche (normalmente ficava no de cima) no albergue, e terminava no momento em que arrumava as minhas botas, para apenas as voltar a calçar no dia seguinte. Quando ia tomar o merecido banho isso marcava o final de quase tudo de importante no dia, apesar de ainda faltarem horas para ir dormir. Eram as botas que me punham em modo peregrino, e quando não as tinha era hora de abrandar, descontrair, desfrutar das pequena cidade que seria a paragem da etapa do dia, dar uma pequena voltinha para descomprimir e beber uma merecida cerveja gelada! Fechar o dia com uma bebida, quente ou fria, é algo que faço sempre que posso em viagem, e eu , o João e a Ana sempre chegávamos ao destino com bastante tempo para isso.

Agora que regressei a casa e começo a olhar para as fotografias, as que primeiro me chamaram a atenção não foram as feitas com as botas calçadas, mas aquelas feitas perto da tal cerveja de fim de dia. Talvez por serem muito mais casuais e descontraídas, como quase toda a “street photography”, e sem intenção de documentar onde tinha chegado, ao contrário do resto do dia enquanto caminhava. No resto do camiño há uma narrativa mais densa, e que requer mais tempo para digerir, por isso, e também por uma certa preguiça, começo que algo que se pode chamar como o lado B do camiño.

FUJIFILM X-E3 (18mm, f/5.6, 1/950 sec, ISO200)
Ponte de Lima, Portugal
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/2.8, 1/1500 sec, ISO200)
Rio Lima, Ponte de Lima, Portugal
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/2.8, 1/320 sec, ISO200)
Centro histórico de Tui, Espanha
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/4.5, 1/2900 sec, ISO200)
Centro histórico de Tui, Espanha
FUJIFILM X-E3 (27mm, f/3.6, 1/1300 sec, ISO200)
Centro histórico de Pontevedra, Espanha
FUJIFILM X-E3 (27mm, f/3.6, 1/220 sec, ISO200)
Centro histórico de Pontevedra, Espanha
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/2.8, 1/60 sec, ISO1600)
Pontevedra, Espanha
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/2.8, 1/2700 sec, ISO200)
Caldas de Reis, Espanha
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/8, 1/500 sec, ISO200)
Padrón, Espanha
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/3.2, 1/3200 sec, ISO200)
Padrón, Espanha
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/13, 1/320 sec, ISO200)
Padrón, Espanha
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/4, 1/1300 sec, ISO200)
Around the Cathedral. Santiago de Compostela, Espanha.
FUJIFILM X-E3 (18mm, f/2, 1/250 sec, ISO320)
Ponte de Lima, Portugal

De volta do Camiño is a post of João Pedro Almeida - Fotografia de Viagem e Documental.

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